Ontem tive a oportunidade de participar do Hackathon da OpenAI, e foi uma experiência muito diferente do que estou acostumado no dia a dia como desenvolvedor.

Quando pensamos em um hackathon, a primeira coisa que vem à cabeça é código, pouco tempo e a missão de construir alguma coisa que funcione. E realmente teve tudo isso. Mas, para mim, o maior desafio acabou acontecendo fora do código.

Indo além do código

Durante o evento, precisei pensar em uma ideia, entender como poderia transformá-la em algo funcional e, principalmente, explicar essa ideia para outras pessoas.

Apresentar o projeto para os jurados foi uma experiência muito legal, porque me colocou em uma situação que normalmente tento evitar: falar e apresentar algo para pessoas que não conheço hahaha.

Foi aquele momento em que não bastava o código funcionar.

Eu precisava explicar:

  • Qual problema eu estava tentando resolver?
  • Por que minha solução fazia sentido?
  • Como a tecnologia entrava nisso?
  • E por que alguém usaria aquilo?

Pode parecer simples, mas transformar algo que está claro na sua cabeça em uma explicação clara para outra pessoa é um desafio completamente diferente de desenvolver uma aplicação.

Nem sempre você precisa chegar à final

Meu projeto não chegou à final.

Claro que seria muito legal ter avançado, mas curiosamente não saí do hackathon com aquela sensação de que tinha perdido alguma coisa.

Muito pelo contrário.

Durante o desenvolvimento e as conversas no evento, percebi que a ideia que estava trabalhando poderia ir além do hackathon.

Talvez exista ali um SaaS.

Ainda é cedo para dizer se realmente vai virar um produto, se alguém pagaria por ele ou até onde consigo levar essa ideia. Mas achei interessante sair de um evento com aquela sensação de:

“Ok… talvez tenha alguma coisa aqui.”

E agora quero descobrir.

Hackathons são um ótimo laboratório

Uma coisa que ficou muito clara para mim é como hackathons são ambientes interessantes para testar ideias.

Você tem pouco tempo, precisa tomar decisões rapidamente e não consegue ficar buscando a arquitetura perfeita ou pensando em todas as possibilidades.

Você precisa construir.

E isso muda bastante a maneira como pensamos como desenvolvedores.

Às vezes passamos muito tempo pensando em framework, arquitetura, linguagem, infraestrutura e várias outras decisões técnicas antes mesmo de descobrir se a ideia realmente faz sentido.

No hackathon, a ordem acaba sendo quase o contrário:

problema → ideia → protótipo → feedback.

E só depois vem todo o resto.

O que eu trouxe dessa experiência

Além do aprendizado técnico e de experimentar novas possibilidades com IA, acho que o principal aprendizado foi perceber que desenvolver software não é apenas escrever código.

Você precisa conseguir entender um problema, construir alguma coisa, explicar sua solução e ouvir o que outras pessoas têm a dizer sobre ela.

E, de quebra, ainda consegui sair um pouco da minha zona de conforto.

No fim das contas, não trouxe um troféu para casa.

Mas trouxe uma ideia.

E talvez esse seja justamente o começo da parte mais interessante.